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Frank Bowling e as cores

frank bowling e as cores

É incrível como o universo da arte é inspirador, né? Um dia desses, navegando no meu instagram (Ainda não me segue? Clique aqui!), me deparei com um post do estúdio de pesquisa de tendências Peclers e eles falavam sobre uma mostra que acabou no final de agosto no museu Tate, em Londres. Era do Frank Bowling, um artista britânico nascido na Guiana que cria pinturas em que as cores são pura poesia.

A mostra, batizada apenas de “Frank Bowling”, foi uma grande retrospectiva dos seus 60 anos de carreira. Frank passou a vida dividido entre Londres e Nova York e desenvolveu um olhar visionário, que funde abstração com memórias pessoais. Hoje, aos 85 anos, ainda pinta todos os dias, experimentando com novos materiais e técnicas.

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“Cover Girl” (1966)

No Tate, destacaram-se seus trabalhos de maiores dimensões, como “Map Paintings” e “Poured Paintings”, em que derramava tinta em uma superfície inclinada. “O fluxo da tinta é o que me prende. A vida não é tão direta e a felicidade envolve seguir o fluxo”, costuma dizer Frank Bowling.

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“Polish Rebecca” (1971)

Sua carreira começou com pinturas figurativas e seu interesse em questões sociais e políticas. Com o tempo, seu trabalho foi ficando mais abstrato. Por volta de 1973, ele começou a derramar tinta nas telas e, assim, produzir camadas de cores contrastantes, como uma resposta provocativa à formalidade da pintura modernista.

Frank Bowling em seu estúdio em NY em 1970
Frank Bowling em seu estúdio em NY em 1970

Nos anos 80, Frank Bowling continuou a explorar cor e estrutura em suas composições, mas começou a construir texturas, misturando gel acrílico com tinta acrílica. Recentemente, ele combina todas as técnicas exploradas ao longo de sua vida. Segundo a curadoria da mostra do Tate, hoje “podemos ver lavagens de tinta fina, tinta derramada, tinta manchada, aplicações estampadas, uso de géis acrílicos, inserção de objetos encontrados e costura em diferentes partes de suas telas. Bowling também continua a explorar as duas ideias conflitantes de geometria e fluidez que o ocuparam ao longo de sua carreira”. O improviso também ganhou seu espaço, mas tudo, é claro, sem deixar de lado a forma poética como olha para as cores.

 

 

 

Fotos: Cortesia Frank Bowling

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